Com repasses mínimos, fabricante de snacks mantém demanda aquecida - Doce Revista

Com repasses mínimos, fabricante de snacks mantém demanda aquecida - Doce Revista

Levantamento da Kantar Worldpanel flagra que o mercado de salgadinhos do tipo snacks no Brasil cravou crescimento de 7,9% em volume no último ano. Apesar de mais magra em comparação a épocas anteriores, a cifra sinaliza um avanço superior à média de toda indústria de alimentos em 2018. E mesmo sob pressão de mudanças nos hábitos alimentares, com a
valorização de linhas mais saudáveis, a categoria tem sofrido pouco ou nenhum impacto, considera Pedro Rodrigues, diretor da Milho de Ouro, indústria na ativa desde 1992 produzindo linhas de snacks à base de milho e trigo. “Os salgadinhos ainda representam momentos de indulgência dos consumidores das mais diversas classes sociais e faixas etárias”, justifica ele. Na entrevista a seguir, o empresário analisa as tendências e rumos do mercado de snacks no país.

DR – Como têm se comportado as vendas de salgadinhos no Brasil?
Rodrigues – Esse mercado cresceu até 2014 e, a partir daí, passou por um momento de estagnação, boa parte atribuida à crise econômica do país.

DR – O que basicamente mudou em relação à oferta de produtos e hábitos de consumo?
Rodrigues – Anualmente, fazemos de um a dois lançamentos, seja um novo sabor, uma nova gramatura ou até mesmo nova categoria de produto, a exemplo do Biscoito de Polvilho Lobits introduzido no mix recentemente. Estamos nos adequando aos novos hábitos do consumidor, que hoje busca itens de menor gramatura ou “dose única”. Para esse perfil, temos uma parte de nossa linha disponível na versão pocket. Tudo isso, aliado sempre ao aprimoramento contínuo na qualidade, seja na entrega de sabor, embalagens atualizadas e controles na produção.

DR – Qual o impacto da onda de saudabilidade no segmento?
Rodrigues – É uma realidade inescapável. Observamos que as pessoas estão aderindo aos produtos mais saudáveis, e isso obviamente acaba impactando o mercado de salgadinhos. Mas ao colocarmos uma lupa nessa demanda, percebemos que essa onda acontece inicialmente nas classes A e B e nas regiões Sudeste e Sul. Hoje, nossos produtos têm mais consumidores pertencentes às classes C, D e E. Com isso, ainda é cedo dizer que o consumo dos nossos produtos tem diminuído por conta dessa onda. Ao contrário, a penetração da marca tem avançado e, na média, acompanhamos a movimentação geral do varejo da categoria.

DR – O que a marca tem feito para se enquadrar nas atuais demandas?
Rodrigues – Uma das maiores exigências dos consumidores, num momento crítico da nossa economia, é que não haja reajuste de preço. Por mais que tenhamos tido diversos reajustes de matéria-prima anualmente, repassamos estritamente o necessário. Com isso, operamos diversas estratégias para maior otimização e aproveitamento das linhas de produção, reduzindo custos e despesas desnecessários. Também investimos em contínuos estudos e na contratação de consultorias justamente para otimizar os processos. Enxergamos esse período de crise no Brasil como momento de oportunidades, pois é quando os consumidores ficam ainda mais cautelosos no momento da compra. Dessa forma, olhamos o que precisa ser ajustado internamente e também em nosso portfólio, para mantermos a empresa saudável e em constante crescimento.

DR – Quais itens do portfólio tem sobressaído?
Rodrigues – Nosso carro-chefe sempre foi a linha Lobits, especialmente a versão 50g. Cebola é o sabor campeão de vendas, seguido pelo de churrasco, requeijão, presunto, queijo palito, queijo torto e pizza. Por conta do sucesso, no ano passado, lançamos o Lobits Super, que é uma versão de 100g. Com linha completa de salgadinhos assados à base de milho, a marca dispõe de tamanhos e sabores para todos os gostos. A opção de 50g é encontrada nos sabores queijo palito, queijo, presunto, pizza, churrasco, cebola e requeijão. O Lobits Max, de 80g, pode ser conferido nas versões cebola, churrasco, presunto, queijo palito, pizza e requeijão. E a nova linha Super, em pacotes de 100g, vem nos sabores cebola, churrasco, presunto, queijo e requeijão. Outro campeão de vendas da Milho de Ouro é o Biscoito de Polvilho, que tem sua própria linha de produção. Recentemente, esse item foi submetido a uma repaginação tanto na formulação quanto na apresentação. De massa mais leve, aerado e crocante, o biscoito desmancha na boca suavemente e aguça o paladar. Já a arte da embalagem foi modernizada e hoje apresenta novas cores e linhas mais atrativas, conferindo mais visibilidade ao produto nos pontos de venda. Essa novidade chega às prateleiras nas versões 40g e 100g. Recentemente, lançamos a Batata Ondulada versão 90g, aumentando o portfólio com mais uma opção ao consumidor, uma vez que a batata de 40g é um sucesso de vendas.

DR – Como foram as vendas em 2018 e qual a previsão para este ano?
Rodrigues – A empresa cresceu aproximadamente 10% de 2017 para 2018 e estamos em busca do mesmo patamar para 2019. Esse avanço é sempre atrelado a lançamentos, abertura de clientes, expansão para outras regiões do país e também exportação. Estamos movimentando todas essas frentes. Inauguramos recentemente a nova planta em Embu das Artes (SP), com investimentos significativos em máquinas e equipamentos. A unidade terá capacidade para processar até 900 toneladas do salgadinho Tira Teima por mês. O volume total da companhia deverá ultrapassar 1,3 mil toneladas, somadas as 300 toneladas processadas mensalmente na antiga unidade, também na cidade de Embu.

DR – Qual a cobertura da distribuição?
Rodrigues – Hoje, estamos presentes em 17 estados do Brasil, mas com venda concentrada em São Paulo, que é o maior mercado da marca. Também exportamos para os EUA. Atualmente, dois terços da demanda seguem para o atacado (especialmente atacado doceiro) e um terço para distribuidores, varejistas e terceiros. Iniciamos recentemente o fornecimento ao Atacadão e Assaí, melhorando a presença da marca em todo o Estado de São Paulo.

 

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